Maresias, quadraturas e ilustração

October 1st, 2009

Estou de férias… pelo menos parcialmente. Aí me dei uma viagem com um curso na bagagem. Não curto muito a ideia de viajar para não fazer nada, acabo achando muito chato. Então pintou a chance de fazer um workshop de ilustração em Maresias, região muito bonita de São Paulo. Foram 2 dias e meio intensos, imersão total. Na noite de sexta-feira, partimos para comer alguma coisa (pizza, na verdade!) nos ótimos restaurantes vizinhos à pousada e me chamou a atenção o formato da “redonda”, q assumiu nova geometria e virou pizza retangular. Existe um célebre problema q nos remete à antiguidade: consiste em fazer um quadrado cuja área seja igual à de um círculo dado. À primeira vista parece fácil, todavia, dizem, trata-se de problema de dificílima, talvez impossível, resolução. Bem… quando a “quadrada” foi servida, o q menos queria saber era de matemática!

pizza_quadrada

Aí, no dia seguinte e no domingo, como diriam os baianos, foi “pau-viola” e o Montalvo Machado, desceu o sarrafo, metralhando técnicas, dicas, “causos” e energia para uma platéia quase hipnotizada.

o_fera

mesa01

Boa parte do que ele apresentou veio do fruto de anos trabalhando com ilustração, além da experiência vivida na Illustration Academy, uma mega escola de ilustração nos EUA q, confesso, fez reacender uma chama de fazer algo fora do país… Os olhos do  cara brilhavam como criança ao citar os mestres da escola e eu já havia visto bastante coisa sobre eles. Quem sabe, no futuro.

O q mais gostei foi do fato de q tudo, TUDO, era artesanal: tintas, pincéis, rolinhos, papéis. Ali, digital só as fotos tiradas e os vídeos apresentados no Mac do instrutor. Eu adorei sentir novamente o cheiro desses materais e  me fez lembrar de um momento lá no passado, qdo um colega de faculdade me perguntou se eu ainda fazia umas coisas com tinta, escova de dentes e outras “tranqueiras”. Curtia ficar com as unhas sujas, a ponta dos dedos de azul, preto ou vermelho, pois era difícil tirar todo o resíduo de uma vez só… Minha vida nômade me leva de um lugar para outro, de quarto para quarto e não é fácil levar todo o material na bagagem. A pressa, a velocidade e a praticidade quase me empurram a fazer tudo no computador, simular aquarelas, pastéis, pinceladas em programas de computação gráfica. Bate a vontade de ter um estúdio, um atelier, um lugar pra sujar, pra amontoar, pra voltar a ser criança de novo…

Um comentário

  1. Alessandro comments:

    Marlon,

    Gosto demais desse teu blog. E sou fãzaço do seu trabalho. Não me considero um desenhista, faço uma tira de vez em quando no meu blog, pois tenho uma dificuldade danada de desenhar o que está na minha mente.

    Mas concordo com você que o computador, apesar de facilitar bastante (bastante mesmo), tira a graça.

    É por isso que eu ainda faço a arte final a naquim antes de scanear :)

    Um abraço, amigo!

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