2009 foi um ano 2D. Envolvido em projetos de quadrinhos e ilustração, não sobrou quase nada de tempo para fazer algo no 3d. Se não fossem algumas situações na globo.com, eu estaria mais enferrujado ainda, mas lá eu tive de ver MAX e nem toquei no XSI ou no Maya.
Então resolvi quebrar o jejum e voltei a trabalhar no Maya. Quando trabalhei na Conspiração, este foi o programa q mais usei. Meu notebook não quis rodar o XSI e eu não tava lá muito a fim de instalar o MAX. É meio como andar de bicicleta. No começo tudo fica meio travado, mas aos poucos vou me recordando das coisas. Fiz um pequeno estudo pra tirar a poeira de vários assuntos: modelagem, skin, blend shape, render e animação. Várias dessas coisas eu nunca havia trabalhado no Maya (blend shapes e skin), mas foi um teste interessante. Não é hora do meu juízo crítico entrar em cena (ele é quem acaba barrando toda a brincadeira) e sim de re-experimentar a ferramenta, just fun!
Cheio de presentes e novidades. Pra iniciar, recebi (após morosos quase 2 meses) 2 livros q comprei na Amazon – deixou a desejar! – e q serão muito úteis na nova fase da minha vida, q começa logo mais, pra ser mais no dia 05 de outubro, quando começarei a trabalhar na 2DLab como character design (e quem sabe layout de cenários) para um projeto chamado Meu Amigãozão (My Bigbig Friend), uma série de desenhos animados q será trasmitida tb no Brasil no ano q vem. Por ora é só o q dá pra contar. Vamos ver como vai ser!
Acabei de o blog do Hiro, quase uma visita diária a uma padaria, pois é a garantia de uma coisa boa sempre, e ele comentava sobre as passagens mais emocionantes do novo longa de animação da Pixar, e sou obrigado a concordar q chorei muito na cena do bilhete, em q o velho Carl lê a curta e madura mensagem da ex-mulher: “Obrigado pela aventura. Parta para a próxima.” Pra mim, é uma lição de desapego. Já não é de hoje q consumo alguns trabalhos com olhos fora da técnica, ou seja, por mais q eu trabalhe e goste de quadrinhos e animação, por exemplo, quase não ligo para o olhar profissional e me encantam mais as lições e ensinamentos presentes nas parábolas. Carregar uma casa nas costas por tanto tempo foi a metáfora para uma coisa muito real na vida humana: apegamo-nos a tudo e temos dificuldades em lidar com a perda, mesmo q ela seja natural e não violenta. Por mais q a felicidade nos preencha de graça e alegria, quando não mais temos aqueles momentos ou situações agradáveis, não significa q fizemos algo de errado ou ingratidão. Simplesmente pode ter sido apenas o tempo certo para curtir alguma coisa…
Nada como ver um bom trabalho para empolgar e estimular. Acabei de ver Up e confesso q para um marmanjo meio peterpanico como eu, é difícil não alçar voo e viver a história como se fosse um menino. O começo é impagável, com a atuação das personagens ainda crianças – fofos q dá vontade de morder! – e a narração com imagens do envelhecimento do casal… Calma, vamos parar por aqui. Assistam, vale muito!
Quando assisti ao Era do Gelo, levei um bom tempo para sacar a voz do Diogo Vilela na “pele” do mamute Manny e a sensação é similar à revelação q todo mundo sentiu quando assistiu ao Sexto Sentido. É um choque q percorre todo o corpo, é como matar um charada. Tá bom q eu não descobri q o Bruce Willis estava morto, mas eu estava quieto, vendo o Sr. Friederikson, quando a ficha caiu e sem querer percebi q era o Chico Anysio dublando. Eu achei bárbaro.
Volto pra casa com a sensação de q todo o suor e esforço para contar uma história é recompensado quando se tem o resultado pronto ou nas mãos, ou nas telas ou da forma q for.
De volta ao 3D, após um longo e tenebroso inverno. Vai rolar no Ego um jogo sobre música e fiquei de criar umas caixas de som diferentes. Confiram o resultado da animação, realizado (todo o trabalho) no 3DMax, bem como um rendering de apresentação.
Semana passada rolou mais uma brincadeira para o site Series etc, da Globo.com, e batizamos de Placapops: um jogo de adivinhação para quem é muito fissurado em seriados de tv. Eu fiquei com a tarefa de ilustrar , seguindo o modelo da conhecida linguagem das placas de trânsito. Ficou curioso? Entre no site e jogue. Também colocamos os arquivos das placas para downloadpara quem quiser inventar em cima do tema.
Só quem já fez sabe como é bom: caneta bic no papel. E quanto mais vulgar o suporte, melhor. O traço sai gritando, perde-se um pouco do medo, as linhas ajudam, estimulam…
Mais uma vinheta. É a chance que estou tendo para praticar e aprender mais. Aqui na Globo, uma surpresa: o pessoal usa 3DMax! Há quanto tempo eu não abro este programa. Depois de XSI e Maya, volto às “origens”, pois foi num Max que eu comecei a dar os primeiros passos em 3D. Bom, depois foi finalizar no After e correr para o abraço!
A vinheta foi para a abertura de vídeos realizados pelo Ego aproveitando este momento de olímpiadas. O resultado pode ser conferido aqui.
Quando voltei a São Paulo, retornei aos estudos de animação. Pena q tive de dar uma parada abrupta por causa da nova mudança, mas antes de viajar publiquei uma vinheta-teaser sobre um trabalho fictício meu. E uma das mais importantes lições na vida de um animador, ou de alguém q deseja animar, nem q seja por hobby, é estudar muito boucing ball, aquela bolinha pulando, aparentemente sem graça, aparentemente sem nenhuma relação com os complicados movimentos de um personagem mais complexo. Aparentemente…. Se vc pensar q a primeira coisa a animar num personagem é seu centro de massa, vai entender q quase todo (não quero arriscar dizer TODO) personagem é uma “bola” mais complexa. Animar “bolinhas” é treino para timming, peso, personalidade (personalidade numa… bola!? acredite, personalidade, sim!), fundamentos q vão acompanhar a estrada do animador por toda a vida.
E para não fugir à regra, voltei a estudar “bolinhas”. Mas como não tenho paciência para fazer exercício só por exercício, resolvi criar mais uma vinheta, uma história! Isto me dá mais motivação para correr atrás e no final eu tenho algo mais rico q coisas como “bouncing_ball_versao_1″, “bouncing_ball_versao_2″. Comecei ainda em São Paulo e na semana passada corri para terminar até domingo. O resultado vcs conferem abaixo. Desta vez usei o Softimage, afinal, paguei caro pra aprender esse programa e, para muita coisa, prefiro ele ao Maya.