2009 foi um ano 2D. Envolvido em projetos de quadrinhos e ilustração, não sobrou quase nada de tempo para fazer algo no 3d. Se não fossem algumas situações na globo.com, eu estaria mais enferrujado ainda, mas lá eu tive de ver MAX e nem toquei no XSI ou no Maya.
Então resolvi quebrar o jejum e voltei a trabalhar no Maya. Quando trabalhei na Conspiração, este foi o programa q mais usei. Meu notebook não quis rodar o XSI e eu não tava lá muito a fim de instalar o MAX. É meio como andar de bicicleta. No começo tudo fica meio travado, mas aos poucos vou me recordando das coisas. Fiz um pequeno estudo pra tirar a poeira de vários assuntos: modelagem, skin, blend shape, render e animação. Várias dessas coisas eu nunca havia trabalhado no Maya (blend shapes e skin), mas foi um teste interessante. Não é hora do meu juízo crítico entrar em cena (ele é quem acaba barrando toda a brincadeira) e sim de re-experimentar a ferramenta, just fun!
Dia do trabalho, dia de trabalho. E aproveitando a data e um trabalho q rolou no EGO, aqui vai mais uma ilustra. Para quem for descansar, aproveitem. E para quem for trabalhar, tb aproveitem.
De volta ao 3D, após um longo e tenebroso inverno. Vai rolar no Ego um jogo sobre música e fiquei de criar umas caixas de som diferentes. Confiram o resultado da animação, realizado (todo o trabalho) no 3DMax, bem como um rendering de apresentação.
Tá certo que o AE foi desenvolvido para trabalhar com movimento, mas eu sou um ilustrador e gosto de usar recursos que possam gerar efeitos para ilustração. 3D e after effects. Estudando um pouco aqui gerei o resultado abaixo… em preto&branco q é minha cachaça!
Ilustração “técnica” em que uso e abuso de um recurso muito bom presente no Adobe Illustrator desde a versão CS (eu acho!): o Extrude&Bevel e o Rotate, dois efeitos tridimensionais ideais para realizar trabalhos com perspectiva isométrica, por exemplo, ou simular tridimensionalidade a um desenho.
Para quem estava atento, há um tempo atrás escrevi aqui sobre um jogo bem bacana sobre seriados de TV, O fantástico mundo das Séries I, para o site Series etc, da Globo.com. Bom, fizemos o “segundo episódio da série”, a parte II do jogo, com novas – e menos comuns – séries de TV. Se na versão anterior mostramos o lado noturno do “planeta”, desta vez fizemos o dia. A equipe onde trabalhei melhorou o jogo e evoluímos em relação à primeira experiência. Entrem, joguem e espalhem!
Abaixo mostro mais uma vez o processo de trabalho, similar ao usado na primeira ilustração: do rascunho a lápis em grande formato, passo para a vetorização dos elementos e a aplicação da cor inicialmente no Illustrator e refinada no Photoshop.
Mais uma vinheta. É a chance que estou tendo para praticar e aprender mais. Aqui na Globo, uma surpresa: o pessoal usa 3DMax! Há quanto tempo eu não abro este programa. Depois de XSI e Maya, volto às “origens”, pois foi num Max que eu comecei a dar os primeiros passos em 3D. Bom, depois foi finalizar no After e correr para o abraço!
A vinheta foi para a abertura de vídeos realizados pelo Ego aproveitando este momento de olímpiadas. O resultado pode ser conferido aqui.
Quando voltei a São Paulo, retornei aos estudos de animação. Pena q tive de dar uma parada abrupta por causa da nova mudança, mas antes de viajar publiquei uma vinheta-teaser sobre um trabalho fictício meu. E uma das mais importantes lições na vida de um animador, ou de alguém q deseja animar, nem q seja por hobby, é estudar muito boucing ball, aquela bolinha pulando, aparentemente sem graça, aparentemente sem nenhuma relação com os complicados movimentos de um personagem mais complexo. Aparentemente…. Se vc pensar q a primeira coisa a animar num personagem é seu centro de massa, vai entender q quase todo (não quero arriscar dizer TODO) personagem é uma “bola” mais complexa. Animar “bolinhas” é treino para timming, peso, personalidade (personalidade numa… bola!? acredite, personalidade, sim!), fundamentos q vão acompanhar a estrada do animador por toda a vida.
E para não fugir à regra, voltei a estudar “bolinhas”. Mas como não tenho paciência para fazer exercício só por exercício, resolvi criar mais uma vinheta, uma história! Isto me dá mais motivação para correr atrás e no final eu tenho algo mais rico q coisas como “bouncing_ball_versao_1″, “bouncing_ball_versao_2″. Comecei ainda em São Paulo e na semana passada corri para terminar até domingo. O resultado vcs conferem abaixo. Desta vez usei o Softimage, afinal, paguei caro pra aprender esse programa e, para muita coisa, prefiro ele ao Maya.