Terça-feira, fim de noite
August 18th, 2010

Finalmente chegou o dia. Após uma longa espera, o novo livro do Maurício de Souza será lançado na Bienal do Livro, q acontece em São Paulo. A tarde de autógrafos do MSP+50 vai rolar no domingo, 15 de agosto no estande da Panini, das 17 às 19h, conforme publicado no mural do site da Turma da Mõnica, e eu estarei por lá, num daqueles meus finais de semana corridos em Sampa. Não vi como ficou o livro, estou na mesma ansiedade de muitos. O portal UOL divulgou algumas das páginas do livro e a minha tá lá no bolo! Outros sites, como o G1, R7, Terra tb fizeram o mesmo com outros autores. Confiram uma dose do trabalho da galera! Quero agradecer às pessoas q torceram por mim e q demonstraram seu carinho ao ver mais este passo no meu caminho. Não preparei ilustração de divulgação como alguns dos colaboradores fizeram, mas segue aí um pedaço da primeira página com o q deve rolar na minha história.

Blog de ilustrador tem suas vantagens: qdo a gente não tá com “pauta” pra falar, basta tirar um desenho da gaveta ou duma pasta do PC e tascar aqui: simples assim.

Muito tempo sem postar, coisa comum para boa parte das pessoas que mantém um blog. Algumas coisas não andavam bem, já outras decolaram. Dentre elas, a grata surpresa de estar na capa da nova edição do MSP, q estará à venda na bienal de São Paulo, dias 14 e 15 de agosto.
A capa, seguindo o modelo da edição anterior, traz os personagens do Maurício nas representações dos artistas convidados. Nesta, o Chico Bento escolhido foi o meu.

Agradeço ao Sidney Gusman pelo convite. E q venham novos projetos! Eu adorei o Anjinho lá no topo da capa, hehehe.
Bom se surpreender qdo não criamos expectativa. Recentemente um colega de trabalho me passou alguns filmes fora do circuito “blockbuster”. Um deles foi o francês Le petit Nicolas. Descobri mais tarde – por outro colega da mesma empresa – q o filme é uma adaptação de um personagem criado por um dos autores do Asterix – René Goscinny – e o ilustrador Sempé. Filme leve, bem feito, divertido, muito bom! Vai aí a dica! Para conferir o original, basta visitar o site do personagem e, embora o traço seja bastante solto, é impossível não associar os desenhos aos atores em cena.

Existe um perigo quando uma atividade começa a virar rotina: tornar-se um fardo, um peso, uma obrigação. Trabalho, por exemplo. Muita gente se queixa do trabalho pois na maioria das vezes as pessoas trabalham por… obrigação. Aí não tem jeito, ou alguma coisa muda ou então é insatisfação o dia todo, toxina pelo corpo afora, antipatia gratuita, mal-humor aos tubos e doença. Quem trabalha com arte ou com o que gosta pode não sofrer – ou sofre pouco – disso. Mas não estão imunes, isentos. Eu me pego algumas vezes entrando na roleta na obrigatoriedade onde td o q se faz é por algum motivo, externo, é claro. Acho q algumas relações tb sofrem disso. As coisas entram na rotina, não há mais novidade… e se desmoronam. Então resolvi fazer uns desenhos pra mim. Sem necessidade de ter cliente pra captar, sem salão de humor pra participar, só pra curtir. E talvez seja aí q mora um dos remédios pra tirar o peso da obrigação: fazer algo só por fazer, pra curtir, pra experimentar sem correr atrás de resultados. E, não duvidem, mesmo as coisas q a gente faz sem motivo podem despertar o outro, mas isso é consequência. O exercício aqui não é este.
Há muito tempo atrás, qdo ainda morava em São Paulo, fiz duas ilustrações baseadas em um esporte q nunca pratiquei na minha vida: futebol. Não sei nada, nada vezes nada, nada dividido por nada. Mas gosto das imagens. Gosto das fotos e das filmagens em câmera ultra-lenta. Talvez porque nelas é possível ver a linha de ação, a anatomia, a composição. E isso não acontece apenas no futebol, mas em todo esporte. A figura humana em ação. A perfeição da máquina humana superando limites. Bom, eu coloquei essas ilustrações no meu flickr e até hoje me rendem retorno. Meses atrás vendi os direitos de publicação das mesmas para fazer pôster. Há algumas semanas o editor de uma revista da Venezuela, a Olimpicas, me pediu para usar as mesmas imagens para ilustrar alguns contos – o exemplar da mesma deve chegar para mim em breve. Além disso, a revista de arte IdeaFixa publicou meu trabalho na edição deste mês, q trata de futebol.
Pra terminar, o título deste post é uma brincadeira com a música do Billy Idol, Dancing With Myself, só pra mostrar q tem horas em q a gente deve fazer coisas consigo e “prassigo” mesmo. Tá lá na letra:
Oh dancing with myself | Oh, oh, oh dançando comigo mesmo,
Oh dancing with myself | Oh, oh, oh dançando comigo mesmo,
Well there’s nothing to lose | Bem, não há nada a perder
And there’s nothing to prove | E não há nada a provar,
I’ll be dancing with myself | E estou dançando comigo mesmo
É uma verdade, gosto muito de Edgar Allan Poe, muito embora não tenha lido muito dele, mas sou louco pelo seu sonoro poema “O Corvo” desde que o ouvi pela primeira vez num episódio dos Simpsons… Pouco tempo atrás, no Twitter, vi um link sobre camisetas personalizadas linkado num blog q divulga qq coisa relacionada ao escritor, o Once upon a midnigh dreary… , q é o começo do seu poema mais famoso. E tb há um tempo atrás estava rabiscando algumas coisas e me atrevi a fazer uma caricatura do soturno autor. Então resolvi postar o desenho e fiquei feliz de vê-lo no ar.
