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“Meu Amigão…o quê?”

August 10th, 2010

Há mais ou menos um ano a história se repete:

- Oi, Marlon. Tudo bem? Tá fazendo o quê?

- Tou trabalhando na produção de uma série de televisão chamada Meu AmigãoZão.

- E tá passando onde?

- Eh… bem…

Coisa chata a gente não poder mostrar o q está fazendo, ainda mais se o trabalho é 100% visual. Mas como diria Seu Creisson, “seus pobremas se acabaram-se”. Hj, dia 09/08, foram ao ar os 2 primeiros episódios da série no canal Discovery Kids. A exibição acontecerá diariamente, sempre ao 12h30. Ainda rola mto trabalho, mas o resultado finalmente pode ser visto e agora eu posso responder à última pergunta listada acima… Divirtam-se!

Modelo vivo

December 1st, 2009

Existem pessoas q gostam de representar marinhas, outras preferem natureza-morta, há quem se apaixone por paisagens… Eu amo figura humana. Meu primeiro contato com sessões de modelo vivo aconteceu ainda qdo morei em São Paulo entre 2005 e 2006. Comecei a frequentar sessões públicas no Centro Cultural São Paulo e aproveitei o máximo que pude. Qdo vim morar no Rio, perdi completamente o contato com a matéria. Não sabia de nenhum lugar onde pudesse praticar nos moldes q treinava em Sampa. Nunca tive orientador, professor, instrutor. Tudo foi meio na “raça”, olhando livros, internet e, é claro, rabiscando muito. Tenho lá as minhas falhas, meus vícios, meus “cacoetes”. Mas fiquei bastante tempo parado. Trabalhando na 2DLab ao lado de tanto desenhista, resolvemos “criar” um grupo para a prática do desenho de modelo vivo e estamos há um mês nos reunindo sempre às segundas para treinar. Sugeri ao grupo o mesmo esquema q funcionou comigo qdo praticava na capital paulista: dividimos o tempo em períodos e fazemos desenhos de 30″, 60″, 5 min e 10 min. Os primeiros tempos (30″ e 60″) servem como aquecimento, para “soltar a mão”, captar o gesto, a linha de ação, a essência da figura. Para animadores é excelente. Os módulos de 5 e 10 min são para desenhos um pouco mais elaborados, para dar atenção ao detalhe. Um colega de trabalho tem um livro fantástico, The Natural Way to Draw, com diversos exercícios e práticas para desenvolver o olhar sobre a figura humana. No livro existe um exercício q eu chamo de “primeiro kata”, o desenho cego, isto é, desenhar sem olhar para o papel, apenas para o modelo. Angustiante, cansativo, desconfortável… Não espere q saia coisa q preste nos primeiros (e segundos, e terceiros…) exercícios. Vai parecer um pouco com Picasso, mas a ideia, pelo menos na minha opinião, é desenhar o q se , e não o q se pensa q se vê. Não vou entrar em discussão profunda, mesmo porque sou leigo na teoria. O q posso dizer é q este tipo de exercício me força a ver com mais critério, quase q “scannear” a figura, prestando atenção a detalhes q antes me passavam despercebido. Uma coisa é eliminar o detalhe conscientemente, outra é eliminar por preguiça, desatenção ou mesmo ignorância. Eu confesso q num certo momento começa a ficar divertido, como se uma parte do meu cerébro, aprisionada pela outra, a razão, ganhasse a liberdade de expressão, sem meu juízo de cobrança. Um “pacto” entre os 2 lados do cérebro.

Abaixo segue o resultado do último encontro. Começo com os desenhos rápidos, em poses de 30 e 60 segundos. Nas poses de 5min resolvi praticar o desenho cego. Nas poses de 10min, fiz uma média de 2 a 3 desenhos da mesma posição. Isto pra ver o modelo de ângulos diferentes ou simplesmente estilizar uma pose.

desenhos_1min

desenhos_sem-olhar-papel

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desenhos_10min_01

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No blog da galera da 2DLab, o Pausa para o Desenho tem uma seleção dos meus colegas, muito bons por sinal!

Pequenino em terra de gente grande

October 8th, 2009

Terceiro dia no novo trabalho. É estranho, mas eu não deveria estar me sentindo do jeito q estou, pois embora tenha passado mais de 10 anos num único emprego, nos últimos 3 já estive em três lugares diferentes, todos aqui no Rio de Janeiro. Agora trabalho no centro da cidade. Depois de passar por Botafogo e Barra da Tijuca, estou experimentando o “centrão”. Já trabalhei em centro de cidade. Quando morei em Sampa, trabalhava na Sé. O cenário é bem característico: concreto, trânsito, barulho e… gente, muuuuita gente. O pior é q achei o centro do Rio mais sufocante. Um colega de trabalho, paulista recém-chegado, comentou q tinha a ver com a densidade em relação aos espaços. As ruas daqui realmente são mais apertadas e cada pedaço de chão é muito disputado. Atravessar as ruas na faixa é uma aventura quase carnavalesca, citando a muvuca generalizada das festas de Momo. Sinto-me pequeno. Não apenas pela opulência e a visão sem perspectiva causada pelos arranha-céus cariocas, mas dentro da sala de trabalho, dá pra sentir a grandeza do time com quem trabalho. Hoje rolaram aquelas perguntas: vc tem site? blog? msn? Dei meus contatos, peguei o dos colegas e o nível é muito bom, muito bom, mesmo. Tem gente com material fino, outros são “das antigas”, trabalhando para curtas de respeito e longas. Trabalho na equipe de arte q está produzindo material para uma série de desenhos animados. Também fiquei sabendo de um blog interno onde a galera pode postar desenhos e contatos: o Pausa para o Desenho. A concentração de talentos no retângulo da sala (e fora dela, nas outras equipes) é surpreendente. Fico muito feliz por fazer parte de um time tão rico e espero fazer o melhor q puder…

Morando loooonge do trabalho, voltei a um antigo hábito: ler no ônibus e no metrô. E pra começar, peguei “leve” (sem trocadilhos): tou terminando mais um livro do Jô – Assassinatos na Academia Brasileira de Letras. Não vou comentar de valor literário, essas coisas. Leio porque me diverte e me estimula a contar histórias. Este romance se passa no Rio de Janeiro dos anos 1920 – numa época muito pitoresca – e é ótimo encontrar no livro os nomes dos lugares da cidade onde estou morando numa época em q nem meus pais sonhavam em nascer. Dá até vontade de desenhar algumas personagens da novela ou transformar algumas cenas em páginas de quadrinhos. Já senti vontade de fazer isso quando li o prólogo de O homem que matou Getúlio Vargas, do mesmo autor.

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Os esboços acima não guardam relação com o livro, mas confesso q a leitura inspira.

E começa outubro

October 5th, 2009

Cheio de presentes e novidades. Pra iniciar, recebi (após morosos quase 2 meses) 2 livros q comprei na Amazon – deixou a desejar! – e q serão muito úteis na nova fase da minha vida, q começa logo mais, pra ser mais no dia 05 de outubro, quando começarei a trabalhar na 2DLab como character design (e quem sabe layout de cenários) para um projeto chamado Meu Amigãozão (My Bigbig Friend), uma série de desenhos animados q será trasmitida tb  no Brasil no ano q vem. Por ora é só o q dá pra contar. Vamos ver como vai ser!

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