Há mais ou menos um ano atrás, conversava com um grande colega de trabalho com quem tive e ainda tenho a honra de trabalhar. Marcelo Castro é uma daquelas pessoas inquietas, cujas ideias ecoam na cabeça, cobrando vida, exigindo atenção. Essas ideias não nos deixam em paz, podem até diminuir a intensidade, todavia ficam ali, rondando, orbitando. Conheci um antigo projeto dele q foi submetido ao AnimaTV, mas bateu na trave. Entretanto alguns dos argumentos q recheavam o projeto poderiam amadurecer e ganhar vida própria. Falamos muito sobre as possibilidades e fechamos uma ideia, talvez um dos maiores desafios q surgem depois de começar uma ideia. Estava próximo o período de seleção de projetos aberto pela Petrobras Cultural. Corremos o q pudemos pra montar o material e submetemos. A espera foi premiada e, no fim de 2010, tivemos a notícia de q o projeto havia sido selecionado. Daí começou uma verdadeira via crucis até q tudo estivesse de acordo com a regulamentação do patrocinador. Ao cabo de 8 meses, finalmente o patrocínio foi liberado e estamos em condições de tocar o projeto. A equipe inicial é formada por mais dois grandes profissionais – Demian e Evanildo Santos – com larga experiência em animação, o q representou pra nós uma alegria poder remunerar, ainda q de forma não totalmente justa, o talento de pessoas q somarão muito a este projeto.
Começamos um blog para divulgar os passos da produção, bem como perfis no twitter e no facebook. Não poderíamos deixar de documentar e mostrar o q está rolando. Contamos com o apoio dos amigos, colegas, entusiastas da animação para nos apoiar nesta primeira fase do trabalho q é de colocar a cara na janela e chamar pra conhecer mais sobre os bastidores de uma produção autoral de animação.
24 de julho… último dia do Animamundi no Rio… a famosa sessão de premiação. Há alguns dias havia recebido um email: os concorrentes com trabalhos selecionados em qualquer categoria do evento teriam direito a um convite para a sessão dos premiados. E como eu tinha um trabalho selecionado, tinha convite garantido.
Compareci ao local e data marcados, tomei assento e já estava feliz só por estar ali.
Eis que um dos apresentadores anuncia os 20 filmes concorrentes da categoria web&cel. O meu foi citado. Muito bom, chega, né? Ele continua: “E agora os premiados do juri profissional. Em terceiro lugar, Ajudando nosso mundo em 60 segundos, de Marlon Amorim Tenório (acertou meu nome todo)…”
Depois disso eu precisei de um tempo…
Obrigado pela seleção do Animamundi, obrigado àqueles q assistiram, obrigado a Deus…
Tive uma grande surpresa há alguns dias: meu primeiro curta, de 1 minuto, foi selecionado para a categoria web&cel do Animamundi deste ano. Muitos já o conhecem, postei tanto aqui no blog como em outros veículos, como no Festival do Minuto. Trata-se do Ajudando nosso mundo em 60 segundos. Quem se interessar, pode passar no site do evento e deixar seu voto lá. São 20 selecionados, de vários países. O período de votação vai até 23 de julho. Visitem, votem, divulguem! Clique aqui para votar.
Hj fui ao meu antigo endereço pegar correspondência. Tinha uma sacola cheia delas. Contas, contas, uma multa de trânsito com vencimento para 1 de abril (parece mentira, mas não foi!), uma revista e um CD. Qdo o dono da pousada me ligou avisando q tinha carta do exterior, fiquei curioso. E ao ver o conteúdo, entendi. Trata-se de um DVD com todos os selecionados para uma mostra de vídeos de 1 minuto, organizado por The One Minute Foundation, na Holanda. Eu fiquei sabendo disso no fim do ano passado, qdo ainda deu tempo de enviar meu “Ajudando nosso mundo em 60 segundos”. Fui selecionado, ganhei carta de “congratulations” e um DVD com todos os “nominees”.
No verso tem a lista dos selecionados e países de origem… o único brasileiro era eu, hehehehe!
2009 foi um ano 2D. Envolvido em projetos de quadrinhos e ilustração, não sobrou quase nada de tempo para fazer algo no 3d. Se não fossem algumas situações na globo.com, eu estaria mais enferrujado ainda, mas lá eu tive de ver MAX e nem toquei no XSI ou no Maya.
Então resolvi quebrar o jejum e voltei a trabalhar no Maya. Quando trabalhei na Conspiração, este foi o programa q mais usei. Meu notebook não quis rodar o XSI e eu não tava lá muito a fim de instalar o MAX. É meio como andar de bicicleta. No começo tudo fica meio travado, mas aos poucos vou me recordando das coisas. Fiz um pequeno estudo pra tirar a poeira de vários assuntos: modelagem, skin, blend shape, render e animação. Várias dessas coisas eu nunca havia trabalhado no Maya (blend shapes e skin), mas foi um teste interessante. Não é hora do meu juízo crítico entrar em cena (ele é quem acaba barrando toda a brincadeira) e sim de re-experimentar a ferramenta, just fun!
Cheio de presentes e novidades. Pra iniciar, recebi (após morosos quase 2 meses) 2 livros q comprei na Amazon – deixou a desejar! – e q serão muito úteis na nova fase da minha vida, q começa logo mais, pra ser mais no dia 05 de outubro, quando começarei a trabalhar na 2DLab como character design (e quem sabe layout de cenários) para um projeto chamado Meu Amigãozão (My Bigbig Friend), uma série de desenhos animados q será trasmitida tb no Brasil no ano q vem. Por ora é só o q dá pra contar. Vamos ver como vai ser!
Nada como ver um bom trabalho para empolgar e estimular. Acabei de ver Up e confesso q para um marmanjo meio peterpanico como eu, é difícil não alçar voo e viver a história como se fosse um menino. O começo é impagável, com a atuação das personagens ainda crianças – fofos q dá vontade de morder! – e a narração com imagens do envelhecimento do casal… Calma, vamos parar por aqui. Assistam, vale muito!
Quando assisti ao Era do Gelo, levei um bom tempo para sacar a voz do Diogo Vilela na “pele” do mamute Manny e a sensação é similar à revelação q todo mundo sentiu quando assistiu ao Sexto Sentido. É um choque q percorre todo o corpo, é como matar um charada. Tá bom q eu não descobri q o Bruce Willis estava morto, mas eu estava quieto, vendo o Sr. Friederikson, quando a ficha caiu e sem querer percebi q era o Chico Anysio dublando. Eu achei bárbaro.
Volto pra casa com a sensação de q todo o suor e esforço para contar uma história é recompensado quando se tem o resultado pronto ou nas mãos, ou nas telas ou da forma q for.
Mais uma vinheta. É a chance que estou tendo para praticar e aprender mais. Aqui na Globo, uma surpresa: o pessoal usa 3DMax! Há quanto tempo eu não abro este programa. Depois de XSI e Maya, volto às “origens”, pois foi num Max que eu comecei a dar os primeiros passos em 3D. Bom, depois foi finalizar no After e correr para o abraço!
A vinheta foi para a abertura de vídeos realizados pelo Ego aproveitando este momento de olímpiadas. O resultado pode ser conferido aqui.
Quando voltei a São Paulo, retornei aos estudos de animação. Pena q tive de dar uma parada abrupta por causa da nova mudança, mas antes de viajar publiquei uma vinheta-teaser sobre um trabalho fictício meu. E uma das mais importantes lições na vida de um animador, ou de alguém q deseja animar, nem q seja por hobby, é estudar muito boucing ball, aquela bolinha pulando, aparentemente sem graça, aparentemente sem nenhuma relação com os complicados movimentos de um personagem mais complexo. Aparentemente…. Se vc pensar q a primeira coisa a animar num personagem é seu centro de massa, vai entender q quase todo (não quero arriscar dizer TODO) personagem é uma “bola” mais complexa. Animar “bolinhas” é treino para timming, peso, personalidade (personalidade numa… bola!? acredite, personalidade, sim!), fundamentos q vão acompanhar a estrada do animador por toda a vida.
E para não fugir à regra, voltei a estudar “bolinhas”. Mas como não tenho paciência para fazer exercício só por exercício, resolvi criar mais uma vinheta, uma história! Isto me dá mais motivação para correr atrás e no final eu tenho algo mais rico q coisas como “bouncing_ball_versao_1″, “bouncing_ball_versao_2″. Comecei ainda em São Paulo e na semana passada corri para terminar até domingo. O resultado vcs conferem abaixo. Desta vez usei o Softimage, afinal, paguei caro pra aprender esse programa e, para muita coisa, prefiro ele ao Maya.