Há poucos dias, Catarina Chagas, ligada ao blog Explorador Mirim, entrou em contato comigo para saber mais sobre o livro Ombros de Gigantes, q ilustrei em 2009. Após alguns emails, ela me convidou para participar de uma seção no blog com pessoas ligadas à divulgação científica. E hj, 20 de janeiro, foi ao ar uma entrevista em q falo um pouco sobre meu trabalho e a experiência de fazer um livro sobre ciência. Valeu pela força, Catarina! Clique aqui para conferir a entrevista.
Embora o livro do qual participei - Ombros de Gigantes – não tenha sido produzido pra venda, isso não foi motivo pra ficar sem comentários. O site Omelete e o UniversoHQ publicaram notas divulgando nosso trabalho. O A Tarde on line tb falou a respeito o blog Gibiteca.com repassou a matéria original do UniversoHQ . Quem desejar conferir, basta clicar nos links abaixo:
Demorou… mas saiu. Pior é q eu até tinha muita coisa pra comentar, mas agora… Acabei falando sobre o projeto num post anterior, publiquei a capa, mas nada se compara à sensação de ver o trabalho pronto.
Vamos ao “release”: Ombros de Gigantes é um livro de 104 páginas, sendo q destas, 80 são de quadrinhos. Conta um pouco da História da Astronomia focando na colaboração dos gregos, de Johanes Kepler, Galileu Galilei e Isaac Newton para a ciência dos astros. Contém ainda um capítulo q fala sobre a Astronomia no Brasil, atividades lúdico-pedagógicas (como a construção de uma luneta de Galileu), além da apresentação formal dos conteúdos (q foram apresentados na forma de quadrinhos) e cronologias ao final do livro.
E o lançamento? Noite de autógrafos? Onde encontro para comprar? Bom, como este foi um trabalho fruto de um edital, esta primeira impressão foi toda voltada para distribuição em escolas do território nacional, ou seja, pelo menos por enquanto não haverá festa de lançamento, noite de autógrafos, nem tampouco o livro será vendido em livrarias… É uma pena, mas agora começa a fase da captação de novos recursos. A verba destinada pelo edital cobriu a produção do livro e sua primeira impressão. Estamos à procura de editoras q se interessem em investir no potencial de um novo segmento de mercado para os quadrinhos: transformar ciência em hq! Os poucos exemplares q ficaram comigo servirão para a tarefa de “vender o peixe” para editoras e tornar o trabalho acessível ao público, com boa distribuição.
O q eu poderia falar sobre esta experiência na minha vida? Uma coisa sobre a qual estive pensando nos quase nove meses mergulhado no trabalho é q todos nós q lemos quadrinhos e decidimos, um dia, trabalharmos com isso, é q no primeiro momento somos aspirantes a quadrinistas, ou seja, estamos motivados, interessados, estimulados a produzir. Entretanto muitos sabem, dos tantos q começam, poucos terminam, finalizam seu trabalhos. Para mim, a primeira coisa q se deve esperar de alguém que queria fazer quadrinhos é começar, desenvolver e, mais importante, terminar uma história. Neste momento não importa se a trama é boa, se é marcante, se é chata, enfadonha, se o traço está bom, se os enquadramentos são interessantes, se vai ser colorida ou pb… Comece, desenvolva e termine o q quer q esteja fazendo! Qdo estes três verbos estiverem presentes na sua vida, aí sim, dá pra passar de aspirante a quadrinista. A partir deste momento o desafio não será começar, desenvolver e terminar uma história, pois isto vc já provou (a si mesmo!) q é capaz. A estrada agora é outra, tão longa, tão árdua, mas ao mesmo tempo maravilhosa…
Gostaria imensamente de poder dividir o fruto de quase nove meses de trabalho silencioso com amigos e colegas de traço, mas por enquanto não será por agora. Havendo qq coisa nova, postarei aqui. No mais, o q dá pra fazer é publicar uma foto e um “vídeo” feito toscamente para mostrar o interior do trabalho.
Em outubro (ou já seria novembro?) do ano passado, um casal de amigos de São Paulo me procurou para um trabalho. Eles iriam submeter um projeto ao CNPq e a ideia era contar a história da Astronomia em quadrinhos.
De cara eu gostei da proposta, pois juntava coisas q gosto muito: astros, hq e grana (claro, pois nem relógio trabalha de graça). No começo até pensei q seria algo como uma cartilha, coisa simples. Mas eles abraçaram a ideia de fazer não uma revista, mas um livro em quadrinhos: maior formato, mais páginas… O projeto foi aprovado em novembro de 2008 e eu fiquei esperando ser “chamado” de fato. De qq forma, o pontapé inicial havia sido dado e não adiantava fugir. Para quem gosta de números, 2008 dá 1 (2+0+0+8=10, 1+0+=1), isto é, começo, início…
E veio 2009. Comecei a trabalhar de fato no livro em fevereiro deste ano. Foram 8 meses administrando tempo e juízo entre as ilustrações para o Globo.com, os cartuns e tirinhas para outro livro (da editora Salesianas) e as 80 páginas de quadrinhos divididas em 5 histórias. Neste período comentei pouco a respeito do projeto. Publicava uma imagem aqui, uma página ali, uma foto das muitas mesas onde trabalhei, mas não me aprofundava no assunto. Isto porque quem fez ou faz quadrinhos sabe do caminho lento e suado para dar forma a uma história graficamente. Meu maior trabalho na área não passara de 10 páginas e eu havia me enrascado numa aventura de 80! Seria fácil desistir? Talvez, mas havia muita coisa boa acontecendo: eu gostava do tema, estava ganhando para isso (e aqui vai a energia q o dinheiro exerce, sim, pois é fundamental), havia a confiança e a liberdade depositadas no meu talento, minha terapia e meditações diárias, ou seja, tive ajuda dos céus e da terra para tocar o trabalho. No começo de outubro o livro entrou na gráfica. Mais números? Somando-se os algarismos de 2009 como feito com 2008 temos o número 2, q significa parceria, união, cooperação. Neste trabalho, o roteiro foi escrito pelo casal q me contratou, eu assinei os desenhos e tive a honra de ter a Lilian Mitsunaga como a letrista do livro. Outras pessoas vieram somar esforços para q o projeto ganhasse corpo. Sou imensamente grato a todos q me ajudaram, direta ou indiretamente.
Próximo ano será 2010, q dá o número 3, o número da comunicação, da expressão. Fiquei muito isolado neste ano e sinto os reflexos deste isolamento. Mesmo colocando toda a energia na concretização de uma ideia, espero q agora a publicação ganhe espaço e chegue mais longe, valendo o esforço e suor aplicados. A tiragem do livro superou os 15.000 exemplares e esta tiragem terá as escolas como público-alvo. Vamos torcer para q haja uma nova tiragem voltada para o grande público, desta vez ligada a uma editora q ache interessante tb falar de ciência na forma de quadrinhos. Um dos grandes objetivos do trabalho é a divulgação da astronomia no país, como parte das atividades do Ano Internacional da Astronomia (2009).
Ainda não vi o resultado final, mas não escondo a ansiedade. E pra não deixar o post passar em branco, aí vai a imagem da capa de Ombros de Gigantes, uma frase associada ao físico e matemático Isaac Newton, um dos retratados no meu primeiro álbum de quadrinhos…
Penúltima página – na verdade é a última, mas vai rolar uma a mais no meio das outras – do projeto de astronomia em quadrinhos q eu estou envolvido desde fevereiro deste ano. Quero fazer um (ou mais) post sobre o trabalho, mas por enquanto o mais importante é acabar a parada, pois o prazo para entrar na gráfica é começo de outubro e eu ainda tou diagramando o livro e vou fazer a capa.
Quem disse que página de quadrinhos só pode ter “quadradinho”? Bom, tomei a liberdade de fazer umas experiências e, numa ou noutra página, sair do convencional. Pode até confundir no começo, mas as mudanças levam um tempo para se estabelecerem.