Posts tagged with cartum
Zeros e uns
August 5th, 2011Há algum tempo, meu amigo Romildo Martins me presenteou com um livro: Math Hysteria, de Ian Stewart (agora vou ter de virar para ler o livro q está escrito em inglês!). Conhecia o autor por causa de uma outra publicação: Almanaque das Curiosidades Matemáticas, livro este q eu não sei onde foi parar! Puxando pela memória, lembro de algumas tiradas sobre a ciência dos números q eram bastante interessantes e constavam no livro. Uma delas é uma variação sobre um dito popular bem conhecido e q brinca com matemática: “existem 3 tipos de pessoas: as que sabem contar e as que não sabem.” No livro de Stewart, a variação se utiliza do sistema binário de numeração, aquele que é utilizado pelos computadores. Acabou virando mais um cartum meu.
Números perfeitos
July 13th, 2011Para quem acredita, apenas Deus é perfeito. Nós podemos atingir uma perfeição relativa, todavia já adianto que não é fácil…
Mas… e entre os números? Haveria espaço para a perfeição? Existe um número… perfeito?
A primeira vez em que ouvi falar de números perfeitos foi no livro O Último Teorema de Fermat. E a ideia surgiu no tempo de Pitágoras. Para o matemático grego, um número é considerado perfeito se a soma dos seus divisores, excetuando o próprio número, resultar o número original. Por exemplo, os divisores de 10 são: 1, 2, 5 e 10. Somando-se 1+2+5 temos 8, que é menor do que 10. Neste caso diz-se que 10 é um “número deficiente”. Se a soma, todavia, exceder o número, como acontece com o 12 (1+2+3+4+6=16), tem-se um “número excessivo”. Agora tomemos o 6. A soma de seus divisores será 1+2+3=6. Neste caso tem-se um “número perfeito” de acordo com o conceito pitagórico. Este acontecimento é raro e não poderia deixar de ser, afinal de contas a perfeição não é para todos! O segundo número perfeito é o 28. O terceiro é 496, o quarto é 8.128, o quinto é 33.550.336 e o sexto é o 8.589.869.056! E para ilustrar a questão da perfeição numérica, eis mais um cartum matemático.

E aí, primo?
June 23rd, 2011Muitos devem saber, mas eu gosto muito de matemática. Devo ser dos poucos desenhistas q gostam da matéria (ou não). De vez em quando eu apareço aqui com um post ou outro falando sobre algo q me atrai na ciência dos números. Outra coisa de q gosto é fazer alguma graça sobre um tema q envolva o assunto. Recentemente uma editora entrou em contato comigo para licenciar o uso de um cartum q eu desenhei e q apareceu em um blog sobre matemática, o geômetras. Fiquei duplamente feliz: primeiro com a divulgação em um blog da área e depois com a editora por ter tomado a correta atitude de entrar em contato com o autor para negociar o uso da imagem. Agradeço a ambos.
Há algum tempo q quero fazer algumas brincadeiras com um dos temas q nós vemos lá nos primeiros anos de escola, mas q é matéria bastante aplicada em diversos atividades, principalmente na segurança de dados, criptografia, dentre outras: os números primos. Eis aí um cartum sobre eles:
Hi, guys
May 3rd, 2011Graças ao Google Reader – o Google tem a desagradável qualidade de ter boas soluções, não importando q categoria de usuário vc esteja inserido – eu “assino” alguns sites e acompanho diariamente. Não me atualizo em todos eles, mas alguns sempre trazem coisas bacanas. Um deles é o Monsieur Bandit, blog de um ilustrador q quase sempre tem algo legal nos seus posts. Desta vez até eu vou “sharear” um vídeo do Vimeo sobre o Toronto Comic Arts Festival, a ser realizado nos dias 7 e 8 deste mês… Adoro ver desenhista desenhando…
Meu inglês é sofrível, mas curta pelo menos as mãos trabalhando. Enjoy it!
Salão de Humor Cerquilho 2010
March 17th, 2010O ano começa bem. Pra quem acredita q as coisas só começam a acontecer depois do carnaval. Enfim, ano passado fiz alguns cartuns numa técnica que é velha parceira minha e que me foi apresentada pelo grande amigo e ilustrador Sandro Limaverde: trata-se da ecoline e também da sua “prima pobre”, a aqualine. Ainda tenho potes velhos desta tinta líquida que comprei qdo ainda morava em Salvador! Por se tratar de uma tinta diluída em água, na mesma linha da aquarela, rende bastante, pois se usa pouco pigmento e bastante solvente. Uma coisa que nunca havia atentado, e só agora me dei conta, é que, uma vez aplicada a tinta sobre o papel, é possível “abrir luzes”, umedecendo a área pintada e retirando-se a tinta em excesso. Não dá pra voltar ao branco do papel, mas tenho conseguido efeitos bacanas e melhorado meu desempenho. Rascunhei um cartum a lápis em 2009 e deixei guardado, naquela história de achar o momento certo para finalizar. Pois bem, rolou um salão de humor há algum tempo e foi a oportunidade de finalizar e me “livrar” do cartum. Pra minha sorte, garanti a Páscoa, pois o trabalho ficou em primeiro lugar no referido salão. Quem quiser conferir a lista dos premiados, basta clicar aqui.

Antes tarde…
July 6th, 2009… q nunca. Acabei me passando e esqueci de postar uma premiação que me deixou muito feliz por estes dias. Consegui emplacar mais um trabalho, desta vez um cartum, no I Salão de Humor de Juiz de Fora. Em um post antigo eu publiquei um “croqui” da ideia, misturado a traços, manchas e riscos. Resolvi investir e ampliei o desenho. Cheguei a mostrá-lo em outro post, mas agora o cartum q só havia estado na minha cabeça e na prancheta, ganhou outros ares e me rendeu uma premiação mais que bem-vinda!

Pinta como eu pinto?
May 16th, 2009Voltei a “pintar”. Pelo menos, brincar com as tintas. Aproveitei q ainda tenho uns restos de aqualine – eu sei, é inferior, mas é o q eu tenho no momento – da época em que ainda morava em Salvador e uns tubos de aquarela do período da faculdadade (e tome tempo!!). O papel é o canson (branco, o melhor), a opção mais acessível para quem quer se aventurar no mundo das tintas líquidas.
“Sofro” de dois problemas q atormentam boa parte de ilustradores, cartunistas e coloristas: auto-cobrança (não sei se tem hífen) em demasia e medo de experimentar. E olhe q ainda tenho um terceiro (saber ouvir críticas, mas isso fica pra outro post). Entretanto dizem q até coco amadurece, então tenho chance. Participar de salões de humor é um bom exercício. Lembro-me q foi por este motivo q comecei a treinar alguma técnica de colorização. Fiz uns testes e acabei participando de alguns concursos e ganhando outros. Mas se vc não se aperfeiçoa, logo fica pra trás ou acaba se deixando ficar pra trás. E participar de salões implica uma coisa: ter ideias. Há um bom tempo não produzia cartuns. Acabei focando muito nos quadrinhos e esqueci este outro universo. No feriado de Tiradentes tive um daqueles raros surtos de ter ideia atrás de ideia e quase não dormi nestes dias. Como executar sempre demora mais do q pensar, acabei registrando rapidamente algumas dessas num caderno de esboços e outras confiei à minha memória – o q não é bom, pois se ela for RAM, já era! Isso é importante, pois nem sempre a gente tem ideias o tempo todo, ou com regularidade. Há os dias do bloqueio, do branco, do “não consigo pensar em nada q preste”, dentre outros. É aí q aquele seu caderno de rabiscos vem salvar a pátria e vc só precisa se concentrar em ampliar os esboços e… finalizar. E é neste momento q aqueles medos q citei no começo do post se apresentam. Mas como estou um pouco mais maduro, eles vêm… e vão. Desenhar, pintar, tem de ser prazeroso, caso contrário não vale à pena. Tenho conseguido bons resultados gráficos, ou pelo menos tenho gostado do que produzo, o q já é um avanço. E aqui vai o recado: se vc não gostou do resultado, não precisa ficar dizendo “que bosta de desenho”, “que merda de trabalho”, “que lixo”. Isto não ajuda em nada. Diga apenas q não gostou do q fez e pronto. Descanse, deixe o desenho pra lá um pouco, vá tomar um ar, uma água, qq coisa. Não precisa se humilhar ou atacar aquilo q vc mesmo fez. Demora pra conseguir isso, eu ainda estou no processo. Mas os salões ajudam, e por quê? Se vc não gostou do que fez, aquele desenho não vai ficar em seu poder porque vc vai mandar pelos correios para o concurso, ou seja, vc vai se desfazer daquilo q não ficou bom… na SUA opinião. Se os outros vão achar tb ruim, não é mais com vc, mas se for apenas o seu perfeccionismo, pelo menos vc fez, arriscou, participou. Ganhar, perder, nesta hora, não é o mais importante, pelo menos o seu desenho não foi parar na lata do seu lixo ou na sua gaveta, brigando com tantos outros. Vc deu oportunidade a si mesmo e ao seu desenho. Pensem nisso… pelo menos eu venho pensando mais a respeito.
E aqui vai uma imagem direto da prancheta. A ilustração vertical foi a primeira. E já notei uma melhora quando fiz a segunda, a horizontal. É fascinante notar q, se eu tivesse interrompido o processo da pintura da primeira e desistido, jamais eu veria a segunda imagem…
Bom, parece um post meio auto-ajuda, mas antes de sermos artistas, somos seres humanos, e boa parte de nós, independente da atividade q desenvolvemos, sofre das mesmas coisas.

E começa 2009
January 7th, 2009“Estivemos fora do ar por problemas técnicos.
Voltamos com nossa programação normal”
Final de ano é assim: eu entro em recesso, esqueço de renovar o domínio, o blog fica fora do ar. E parece que não fui o único, pois pelo menos dois amigos meus enfrentaram problemas parecidos – nada a ver com esquecer pagamento, hehehe -, mas começamos 2009… E começamos bem!
No Blog dos Quadrinhos, do meu meu amigo Paulo Ramos, saiu um cartum meu sobre a revisão ortográfica de 2009. Quem quiser, passa no site dele, o cara escreve e fala bem e é muito antenado com o que rola nos bastidores dos quadrinhos. A galera do Buzz, o site de humor da Globo.com também chamou o cartum na página deles. Confiram.
Aproveito também para postar uma imagem da prancheta, onde tudo cria vida. Esta é uma página de um novo projeto de quadrinhos q abracei.
2009 promete!





