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	<title>MarlonTenório.com/BLOG &#187; curiosidade</title>
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		<title>1089, o número &#8220;matemágico&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Oct 2011 02:56:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marlontenorio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Gosto de escrever, gosto de desenhar e gosto de matemática, não necessariamente nesta ordem. Neste mesmo blog, publiquei uma brincadeira rimada com o Teorema de Pitágoras. Desta vez queria fazer algo diferente dos cartuns matemáticos q venho fazendo há algum tempo. Após conhecer mais uma curiosidade da matéria, acabei escrevendo 2 textos rimados para um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gosto de escrever, gosto de desenhar e gosto de matemática, não necessariamente nesta ordem. Neste mesmo blog, publiquei uma brincadeira rimada com o <a href="http://www.marlontenorio.com/blog/2011/02/02/teoremas-chineses-e-cataventos/" target="_blank">Teorema de Pitágoras</a>. Desta vez queria fazer algo diferente dos cartuns matemáticos q venho fazendo há algum tempo. Após conhecer mais uma curiosidade da matéria, acabei escrevendo 2 textos rimados para um mesmo tema: um jogo matemático de inversões e algumas operações aritméticas q sempre resulta um cabalístico número: 1089. Misturei os 2 e transformei num quadrinho.</p>
<p>Para elucidar o q deve ser feito para se chegar ao misterioso número, eis um &#8220;passo-a-passo&#8221; desenhado:</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/marlontenorio/6219250912/" title="1089, o número mágico por Marlon Tenório, no Flickr"><img src="http://farm7.static.flickr.com/6180/6219250912_fe9b90af61_z.jpg" width="640" height="481" alt="1089, o número mágico"></a></p>
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		<title>ROMA ME TEM AMOR</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Feb 2011 01:47:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marlontenorio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Experimente ler de trás pra frente, ou da direita pra esquerda&#8230; O q achou? A mesma coisa, não? Só certas pessoas possuem o &#8220;dom&#8221; de identificar construções dessa natureza. Levam o nome de palíndromos. Quando ainda era um estudante de desenho industrial, assisti a uma palestra de um artista chamado Guto Lacaz. Na ocasião, ele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Experimente ler de trás pra frente, ou da direita pra esquerda&#8230;</p>
<p>O q achou? A mesma coisa, não? Só certas pessoas possuem o &#8220;dom&#8221; de identificar construções dessa natureza. Levam o nome de <strong>palíndromos</strong>. Quando ainda era um estudante de desenho industrial, assisti a uma palestra de um artista chamado Guto Lacaz. Na ocasião, ele distribuiu um livreto bancado por um patrocinador em q publicou diversas notas fiscais cujos totais eram palíndromos numéricos, por exemplo <em>59,95</em>. Ou ainda <em>71,17</em>. Ele batizou a ocorrência de <strong>contas anacíclicas</strong>. Desde então eu me pego com os mesmos sintomas. Já comentei com colegas de trabalho, amigos, transmiti a &#8220;dom&#8221;ença para eles e tal. Não sei qtos deles ainda sofrem do mal, mas é melhor fazer isso do q ser psicopata. Hoje saí com o Kico, animador e storyboarder, para tomar uma cerveja e qual não foi a minha surpresa ao me deparar com a conta na hora de pagar&#8230; tava lá: 41,14!</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1673" title="conta_anaciclica" src="http://www.marlontenorio.com/blog/wp-content/uploads/conta_anaciclica.jpg" alt="" width="600" height="487" /></p>
<p>Mesmo Chico Buarque criou um palíndromo: <em>até Reagan sibarita tira bisnaga ereta</em> (fui pesquisar a palavra <em>sibarita </em>e o vocábulo existe mesmo!). Existe outro fenômeno q não é um palíndromo, mas q revela uma curiosidade. Experimente ler de trás pra frente:</p>
<p><strong><em>ATÉ CUBANOS ROMA.<br />
</em></strong></p>
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		<title>Do fácil infinito ao caprichoso impossível – II</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Jan 2010 02:10:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marlontenorio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No post anterior vimos uma simples adição cujos elementos foram elevados à potência unitária. Pois bem, desta vez, vamos tomar a adição 1+2 e elevar suas parcelas ao quadrado, isto é, 12+22. Agora teremos, após efetuarmos as potenciações, 1+4 e, finalizada a soma, 5. Pergunta-se: existe número inteiro que, elevado ao quadrado, resulte 5? Se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No <em>post </em>anterior vimos uma simples adição cujos elementos foram elevados à potência unitária. Pois bem, desta vez, vamos tomar a adição 1+2 e elevar suas parcelas ao quadrado, isto é, <em>1<sup>2</sup>+2<sup>2</sup></em>. Agora teremos, após efetuarmos as potenciações, <em>1+4</em> e, finalizada a soma, 5. Pergunta-se: existe número inteiro que, elevado ao quadrado, resulte 5? Se o nosso conjunto universo compreendesse os números irracionais, sim, seria a raiz quadrada de 5, pois este número elevado ao quadrado resulta no número 5. Mas não é o nosso caso, pois ele não é inteiro, e sim, irracional. Portanto, se escrevermos o seguinte problema: <em>x<sup>2</sup>+y<sup>2</sup> = z<sup>2</sup></em>, sendo<em> x=1</em> e <em>y=2</em>, não obtemos um número inteiro z que satisfaça à equação. Continuamos com uma simples adição, mas ao complicarmos um pouco seus elementos, chegamos à conclusão que a operação vai-se tornando mais trabalhosa.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1321" title="irracional" src="http://www.marlontenorio.com/blog/wp-content/uploads/irracional1.jpg" alt="" width="500" height="356" /></p>
<p>Vamos experimentar com <em>x=3</em> e <em>y=4</em> para ver o que acontece. 3<sup>2</sup> e 4<sup>2</sup> resultam, respectivamente, 9 e 16. Quando somados, perfazem 25. Novamente perguntamos: existe número inteiro que, elevado ao quadrado, resulte 25. Neste caso a resposta é positiva, o número 5. Então, para esta situação, se <em>x</em> e <em>y</em> forem elevados ao quadrado, existe um número <em>z</em>, inteiro, que, elevado à potência 2, responde à nossa pergunta. O leitor atento deve ter percebido que a expressão <em>x<sup>2</sup>+y<sup>2</sup> = z<sup>2</sup></em> é velha conhecida desde os tempos ginasiais. Basta nos recordarmos que “<em>a soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa</em>”, isto é, estamos falando do próprio <strong>Teorema de Pitágoras</strong>. Os números 3, 4 e 5 são considerados um <em>trio pitagórico</em>. Outro exemplo de trio pitagórico é formado pelos números 5, 12 e 13. Veja: <em>5<sup>2</sup>+12<sup>2</sup> = 13</em><em><sup>2</sup></em>, isto é, 25+144=169.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1322" title="trio_pitagorico" src="http://www.marlontenorio.com/blog/wp-content/uploads/trio_pitagorico1.jpg" alt="" width="500" height="616" /></p>
<p>Aqui chegamos à conclusão de que não é assim tão fácil encontrar 3 números que satisfaçam à equação <em>x<sup>2</sup>+y<sup>2</sup> = z<sup>2</sup></em>, como era tranquilo achar 3 números que respondessem à equação <em>x<sup>1</sup>+y<sup>1</sup> = z<sup>1</sup></em>. É difícil, todavia, não impossível nem tampouco finito, ou seja, o conjunto formado por trios pitagóricos também não tem fim, mas é mais trabalhoso encontrar seus elementos. O próximo trio pitagórico (depois de 3, 4 e 5 e 5, 12 e 13), será 7, 24 e 25. Vamos às curiosidades? Reparem que, dispostos da forma como apresentei, os 2 últimos números de cada trio são consecutivos (4 e 5, 12 e 13, 24 e 25) e que os primeiros números dos trios são ímpares (3, 5 e 7). Euclides, um dos maiores estudiosos da Matemática, debruçou-se sobre o trabalho de Pitágoras e constatou que o conjunto de trios pitagóricos é infinito. Ele observou que a diferença entre dois quadrados sucessivos é sempre um número ímpar. Por exemplo, a diferença entre 16 e 25 (quadrados de 4 e 5, respectivamente) é 9. Entre 49 e 64 &#8211; quadrados de 7 e 8 &#8211; a diferença é 15. Para obtermos um trio pitagórico, basta encontrar um número ímpar resultante da subtração de dois quadrados que também seja quadrado! Reparem que realmente a subtração entre 16 e 25 resulta um quadrado perfeito e ímpar, isto é, 9, mas o mesmo não acontece com a diferença entre 49 e 64, pois 15, embora ímpar, não é quadrado perfeito. É muito fácil tomar 2 números consecutivos e elevá-los ao quadrado. Subtrair os resultados das potenciações obtidas também não oferece sacrifícios. Difícil é encontrar facilmente um número que satisfaça, ao mesmo tempo, a condição de ser ímpar e quadrado perfeito. Seguindo esta linha de raciocínio, o próximo trio pitagórico teria como primeiro elemento o número 9 (número ímpar da sequência 3, 5, 7). Entretanto a Matemática se mostra como um corpo orgânico, difícil de ser reduzido, domado facilmente. Não haveria trio em que o menor dos números seja par? De fato existe e é formado pelos números 8, 15 e 17. Este terno encontra ressonância num outro, formado por 12, 35 e 37 e muitos outros, ou seja, nestes casos, o menor dos números é par, todavia também é formado por 2 números ímpares (como no caso visto anteriormente). Existe uma regra para se encontrar ternos pitagóricos nos dois casos, mas este não é o objeto do nosso trabalho.</p>
<p>No último <em>post </em>da série vamos esquentar a discussão, elevando os elementos da nossa equação original<em> x+y=z</em> ao cubo e outras potências e veremos que as coisas começam a ficar “exponencialmente” mais complicadas. Até mais!</p>
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		<title>Do fácil infinito ao caprichoso impossível – I</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 01:24:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marlontenorio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este vai ser um post grande falando sobre uma das minhas &#8220;cachaças&#8221;, Matemática. Se vc não curte o assunto, volte mais tarde, pois vou falar sobre isso em 3 partes. Minha intenção é mostrar e comentar como uma coisa aparentemente simples pode, alterando-se alguns elementos, tornar-se algo atormentador, intrigante, complexo. Desde cedo aprendemos que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este vai ser um <em>post </em>grande falando sobre uma das minhas &#8220;cachaças&#8221;, Matemática. Se vc não curte o assunto, volte mais tarde, pois vou falar sobre isso em 3 partes. Minha intenção é mostrar e comentar como uma coisa aparentemente simples pode, alterando-se alguns elementos, tornar-se algo atormentador, intrigante, complexo.</p>
<p>Desde cedo aprendemos que a soma de 2 números (e daqui por diante sempre farei referência ao conjunto dos números inteiros, ou seja, não vou desconsiderar os números fracionários e os irracionais, como a razão 1/3 ou a raiz quadrada de 2, por exemplo) resulta um terceiro número. Exemplo: <em>1+2=3</em>. Vimos também que um número, quando multiplicado por ele mesmo <em>n </em>vezes, caracteriza uma operação chamada exponenciação ou potenciação. Assim, a operação <em>4&#215;4</em> pode ser expressa na forma 4<sup>2</sup>, onde 4 é chamado de base e 2, expoente. O resultado desta potência é 16 e particularmente dizemos que todo número elevado a 2 é elevado ao <em>quadrado</em>. Da mesma forma, <em>3x3x3</em> pode ser escrito na forma 3<sup>3</sup>. O resultado será 27 e aqui existe mais uma particularidade, pois quando um número é elevado ao expoente 3, diz-se que este número foi elevado ao <em>cubo</em>. Mas e se um número for elevado a um expoente unitário, isto é, elevado ao número 1? Neste caso temos como resultado o próprio número. De fato, todo número em estado natural é uma potência de expoente 1. Assim, os números 14, 23 ou 459 são potências de expoente 1, isto é, 14<sup>1</sup>, 23<sup>1</sup>, 459<sup>1</sup>, que resultam neles mesmos. Nesta situação singular não há a necessidade de escrever o expoente. Agora voltemos à pequena adição citada no começo do texto: <em>1+2</em>. Usando o que já vimos sobre potenciação, vamos elevar as parcelas da soma ao expoente 1: <em>1<sup>1</sup>+2<sup>1</sup></em>. Efetuando a operação, chegamos ao resultado 3 e aí podemos fazer a pergunta: existe um número que, elevado à potência 1 resulte no número 3? Sim, ele próprio, pois todo número em estado natural é uma potência de expoente unitário. Vamos a mais um exemplo: tomemos os números 3 e 4. Elevemo-los à potência unitária: 3<sup>1</sup>+4<sup>1</sup>. Façamos os cálculos e obteremos 7 como resposta, certo? Novamente nos questionamos: existe número inteiro que, elevado ao número 1, resulte 7? Sim, o próprio número 7. Isto nos leva a crer que sempre haverá solução para o seguinte arranjo: <em>x<sup>1</sup>+y<sup>1</sup> = z<sup>1</sup></em>, onde x, y e z são números distintos e inteiros. Parece bobo, não é? Passamos a vida toda fazendo somas desta natureza e não percebemos a “encrenca” que uma despretenciosa adição pode nos levar. No próximo <em>post </em>vamos complicar as coisas e notar familiaridades nesta equação. Até lá!</p>
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