Posts tagged with desenho

Testando 1, 2, 3…

January 21st, 2010

Uma modificação num brush do photoshop e dá pra conseguir resultados bem bacanas… imagine…

Piro

January 20th, 2010

Tava voltando pra casa hj e a imagem de um homem com cabeça em chamas me veio à mente. Resolvi então brincar com alguns lápis de cor q eu nunca usei, canetas novas q eu comprei e lápis 2B. Foi um bom exercício. Acredito q boa parte desta fase de experimentação e brincadeira se deve ao fato de eu estar em um ambiente com bastante gente talentosa. O meio influencia o homem? Acho q estou sentindo isso em primeira pessoa e constatando q a melhor coisa para se desenvolver qq habilidade é conviver com pessoas na mesma sintonia.

Pausa para desenhar

January 13th, 2010

O ano novo chegou e com ele vem aquela preguiça de retomar certas atividades q a gente interrompe quando o ano passado acaba. Uma delas foi voltar às sessões de modelo vivo. Não pratiquei nada no último mês – dezembro – pois o trabalho apertou e precisava de todo o tempo disponível para cumprir os prazos. Na segunda-feira passada era para retornarmos aos encontros de desenho, mas eu havia chegado de viagem. E ontem, meio q não tava a fim. Pra minha sorte, foi um bom dia. Modelo inédita, caderno novo, alguns materiais novos e o bom e velho 6B tb à mão. Pra mim desennho de modelo vivo é meio loteria: tem dia q acerto mais q erro, na verdade, tem dia q tou mais inspirado, mais relaxado. E cada dia é um dia diferente. Cobrar-se demais não ajuda, mas ainda faz parte do meu processo. E para dar um tempo na matemática, aí vão alguns dos desenhos q selecionei. Basicamente são das poses de 5 min e 10 min.

Sol_01

Sol_03

Sol_04

Sol_05

Modelo vivo

December 1st, 2009

Existem pessoas q gostam de representar marinhas, outras preferem natureza-morta, há quem se apaixone por paisagens… Eu amo figura humana. Meu primeiro contato com sessões de modelo vivo aconteceu ainda qdo morei em São Paulo entre 2005 e 2006. Comecei a frequentar sessões públicas no Centro Cultural São Paulo e aproveitei o máximo que pude. Qdo vim morar no Rio, perdi completamente o contato com a matéria. Não sabia de nenhum lugar onde pudesse praticar nos moldes q treinava em Sampa. Nunca tive orientador, professor, instrutor. Tudo foi meio na “raça”, olhando livros, internet e, é claro, rabiscando muito. Tenho lá as minhas falhas, meus vícios, meus “cacoetes”. Mas fiquei bastante tempo parado. Trabalhando na 2DLab ao lado de tanto desenhista, resolvemos “criar” um grupo para a prática do desenho de modelo vivo e estamos há um mês nos reunindo sempre às segundas para treinar. Sugeri ao grupo o mesmo esquema q funcionou comigo qdo praticava na capital paulista: dividimos o tempo em períodos e fazemos desenhos de 30″, 60″, 5 min e 10 min. Os primeiros tempos (30″ e 60″) servem como aquecimento, para “soltar a mão”, captar o gesto, a linha de ação, a essência da figura. Para animadores é excelente. Os módulos de 5 e 10 min são para desenhos um pouco mais elaborados, para dar atenção ao detalhe. Um colega de trabalho tem um livro fantástico, The Natural Way to Draw, com diversos exercícios e práticas para desenvolver o olhar sobre a figura humana. No livro existe um exercício q eu chamo de “primeiro kata”, o desenho cego, isto é, desenhar sem olhar para o papel, apenas para o modelo. Angustiante, cansativo, desconfortável… Não espere q saia coisa q preste nos primeiros (e segundos, e terceiros…) exercícios. Vai parecer um pouco com Picasso, mas a ideia, pelo menos na minha opinião, é desenhar o q se , e não o q se pensa q se vê. Não vou entrar em discussão profunda, mesmo porque sou leigo na teoria. O q posso dizer é q este tipo de exercício me força a ver com mais critério, quase q “scannear” a figura, prestando atenção a detalhes q antes me passavam despercebido. Uma coisa é eliminar o detalhe conscientemente, outra é eliminar por preguiça, desatenção ou mesmo ignorância. Eu confesso q num certo momento começa a ficar divertido, como se uma parte do meu cerébro, aprisionada pela outra, a razão, ganhasse a liberdade de expressão, sem meu juízo de cobrança. Um “pacto” entre os 2 lados do cérebro.

Abaixo segue o resultado do último encontro. Começo com os desenhos rápidos, em poses de 30 e 60 segundos. Nas poses de 5min resolvi praticar o desenho cego. Nas poses de 10min, fiz uma média de 2 a 3 desenhos da mesma posição. Isto pra ver o modelo de ângulos diferentes ou simplesmente estilizar uma pose.

desenhos_1min

desenhos_sem-olhar-papel

desenhos_10min_04

desenhos_10min_03

desenhos_10min_01

desenhos_10min_02

No blog da galera da 2DLab, o Pausa para o Desenho tem uma seleção dos meus colegas, muito bons por sinal!

Procurando sarna…

August 9th, 2009

my_bigbig_friend

Como se eu tivesse tempo de sobra, ainda me invento de estudar design de personagem, mas tem sido bem interessante para prestar atenção ao detalhe, além do todo. Depois explico melhor…

É ralação, mas ver a prancheta tomada por desenho me deixa satisfeito demais!!!

Pinta como eu pinto?

May 16th, 2009

Voltei a “pintar”. Pelo menos, brincar com as tintas. Aproveitei q ainda tenho uns restos de aqualine – eu sei, é inferior, mas é o q eu tenho no momento – da época em que ainda morava em Salvador e uns tubos de aquarela do período da faculdadade (e tome tempo!!). O papel é o canson (branco, o melhor), a opção mais acessível para quem quer se aventurar no mundo das tintas líquidas.
“Sofro” de dois problemas q atormentam boa parte de ilustradores, cartunistas e coloristas: auto-cobrança (não sei se tem hífen) em demasia e medo de experimentar. E olhe q ainda tenho um terceiro (saber ouvir críticas, mas isso fica pra outro post). Entretanto dizem q até coco amadurece, então tenho chance. Participar de salões de humor é um bom exercício. Lembro-me q foi por este motivo q comecei a treinar alguma técnica de colorização. Fiz uns testes e acabei participando de alguns concursos e ganhando outros. Mas se vc não se aperfeiçoa, logo fica pra trás ou acaba se deixando ficar pra trás. E participar de salões implica uma coisa: ter ideias. Há um bom tempo não produzia cartuns. Acabei focando muito nos quadrinhos e esqueci este outro universo. No feriado de Tiradentes tive um daqueles raros surtos de ter ideia atrás de ideia e quase não dormi nestes dias. Como executar sempre demora mais do q pensar, acabei registrando rapidamente algumas dessas num caderno de esboços e outras confiei à minha memória – o q não é bom, pois se ela for RAM, já era! Isso é importante, pois nem sempre a gente tem ideias o tempo todo, ou com regularidade. Há os dias do bloqueio, do branco, do “não consigo pensar em nada q preste”, dentre outros. É aí q aquele seu caderno de rabiscos vem salvar a pátria e vc só precisa se concentrar em ampliar os esboços e… finalizar. E é neste momento q aqueles medos q citei no começo do post se apresentam. Mas como estou um pouco mais maduro, eles vêm… e vão. Desenhar, pintar, tem de ser prazeroso, caso contrário não vale à pena. Tenho conseguido bons resultados gráficos, ou pelo menos tenho gostado do que produzo, o q já é um avanço. E aqui vai o recado: se vc não gostou do resultado, não precisa ficar dizendo “que bosta de desenho”, “que merda de trabalho”, “que lixo”. Isto não ajuda em nada. Diga apenas q não gostou do q fez e pronto. Descanse, deixe o desenho pra lá um pouco, vá tomar um ar, uma água, qq coisa. Não precisa se humilhar ou atacar aquilo q vc mesmo fez. Demora pra conseguir isso, eu ainda estou no processo. Mas os salões ajudam, e por quê? Se vc não gostou do que fez, aquele desenho não vai ficar em seu poder porque vc vai mandar pelos correios para o concurso, ou seja, vc vai se desfazer daquilo q não ficou bom… na SUA opinião. Se os outros vão achar tb ruim, não é mais com vc, mas se for apenas o seu perfeccionismo, pelo menos vc fez, arriscou, participou. Ganhar, perder, nesta hora, não é o mais importante, pelo menos o seu desenho não foi parar na lata do seu lixo ou na sua gaveta, brigando com tantos outros. Vc deu oportunidade a si mesmo e ao seu desenho. Pensem nisso… pelo menos eu venho pensando mais a respeito.
E aqui vai uma imagem direto da prancheta. A ilustração vertical foi a primeira. E já notei uma melhora quando fiz a segunda, a horizontal. É fascinante notar q, se eu tivesse interrompido o processo da pintura da primeira e desistido, jamais eu veria a segunda imagem…
Bom, parece um post meio auto-ajuda, mas antes de sermos artistas, somos seres humanos, e boa parte de nós, independente da atividade q desenvolvemos, sofre das mesmas coisas.

Cartuns

Ah, se fosse rápido assim

April 20th, 2009

Tou passando o feriadão de Tiradentes trabalhando em casa. E quando isso é inevitável, a saída é procurar se divertir de alguma maneira. Resolvi então brincar me filmando durante a arte-final de uma página de quadrinhos. Na vida real, levou quase 2 horas (ou pouco mais que isso), mas no timelapse abaixo a página ficou pronta em modestos 1min e 40seg, para casar com a trilha de Leroy Anderson, q ficou maravilhosa na interpretação impagável de um patrono da comédia, Jerry Lewis. Tem o vídeo dele no YouTube. Vale à pena ver umas 5 ou 6 vezes. E divulgando mais uma vez, usei a canetinha especial sobre a qual já teci meus elogios num post anterior.

Croquis Moda

December 8th, 2008

Desenhos rápidos para ilustrar uma matéria sobre looks para fim de ano, publicada no site Ego da Globo.com. Vira e mexe eu acabo fazendo esse tipo de ilustração.

Croquis Moda

Processo

November 17th, 2008

Não, não vou falar de Kafka! Na verdade é só uma pausa pra soltar um pouco do processo de trabalho envolvido na produção de uma página de quadrinhos. Tá certo que nem sempre eu uso tanto método, mas é bem interessante poder fazer a página em pequena escala – o tal thumbnail – e rascunhar as personagens, detalhes de cenário, a composição. Em breve posto o resultado.