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	<title>MarlonTenório.com/BLOG &#187; equação</title>
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		<title>Do fácil infinito ao caprichoso impossível – I</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 01:24:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marlontenorio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este vai ser um post grande falando sobre uma das minhas &#8220;cachaças&#8221;, Matemática. Se vc não curte o assunto, volte mais tarde, pois vou falar sobre isso em 3 partes. Minha intenção é mostrar e comentar como uma coisa aparentemente simples pode, alterando-se alguns elementos, tornar-se algo atormentador, intrigante, complexo. Desde cedo aprendemos que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este vai ser um <em>post </em>grande falando sobre uma das minhas &#8220;cachaças&#8221;, Matemática. Se vc não curte o assunto, volte mais tarde, pois vou falar sobre isso em 3 partes. Minha intenção é mostrar e comentar como uma coisa aparentemente simples pode, alterando-se alguns elementos, tornar-se algo atormentador, intrigante, complexo.</p>
<p>Desde cedo aprendemos que a soma de 2 números (e daqui por diante sempre farei referência ao conjunto dos números inteiros, ou seja, não vou desconsiderar os números fracionários e os irracionais, como a razão 1/3 ou a raiz quadrada de 2, por exemplo) resulta um terceiro número. Exemplo: <em>1+2=3</em>. Vimos também que um número, quando multiplicado por ele mesmo <em>n </em>vezes, caracteriza uma operação chamada exponenciação ou potenciação. Assim, a operação <em>4&#215;4</em> pode ser expressa na forma 4<sup>2</sup>, onde 4 é chamado de base e 2, expoente. O resultado desta potência é 16 e particularmente dizemos que todo número elevado a 2 é elevado ao <em>quadrado</em>. Da mesma forma, <em>3x3x3</em> pode ser escrito na forma 3<sup>3</sup>. O resultado será 27 e aqui existe mais uma particularidade, pois quando um número é elevado ao expoente 3, diz-se que este número foi elevado ao <em>cubo</em>. Mas e se um número for elevado a um expoente unitário, isto é, elevado ao número 1? Neste caso temos como resultado o próprio número. De fato, todo número em estado natural é uma potência de expoente 1. Assim, os números 14, 23 ou 459 são potências de expoente 1, isto é, 14<sup>1</sup>, 23<sup>1</sup>, 459<sup>1</sup>, que resultam neles mesmos. Nesta situação singular não há a necessidade de escrever o expoente. Agora voltemos à pequena adição citada no começo do texto: <em>1+2</em>. Usando o que já vimos sobre potenciação, vamos elevar as parcelas da soma ao expoente 1: <em>1<sup>1</sup>+2<sup>1</sup></em>. Efetuando a operação, chegamos ao resultado 3 e aí podemos fazer a pergunta: existe um número que, elevado à potência 1 resulte no número 3? Sim, ele próprio, pois todo número em estado natural é uma potência de expoente unitário. Vamos a mais um exemplo: tomemos os números 3 e 4. Elevemo-los à potência unitária: 3<sup>1</sup>+4<sup>1</sup>. Façamos os cálculos e obteremos 7 como resposta, certo? Novamente nos questionamos: existe número inteiro que, elevado ao número 1, resulte 7? Sim, o próprio número 7. Isto nos leva a crer que sempre haverá solução para o seguinte arranjo: <em>x<sup>1</sup>+y<sup>1</sup> = z<sup>1</sup></em>, onde x, y e z são números distintos e inteiros. Parece bobo, não é? Passamos a vida toda fazendo somas desta natureza e não percebemos a “encrenca” que uma despretenciosa adição pode nos levar. No próximo <em>post </em>vamos complicar as coisas e notar familiaridades nesta equação. Até lá!</p>
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