No dia 20 de março estive em São Paulo para o lançamento da revista mix da qual participei: a Jam. Naquele momento, eu e os participantes do projeto demos uma entrevista para o programa HQ Além dos Balões, apresentado pelo Fábio Sales. Aproveitei para levar um exemplar do livro Ombros de Gigantes e não deu outra: acabei falando tb a respeito do projeto. Controlando para não gaguejar além do normal e não gesticular mais que um náufrago pedindo socorro, quem quiser pode conferir o resultado clicando sobre a imagem abaixo. O programa fica no “ar” na página principal por um tempo. Caso ele já tenha sido “empurrado”, basta clicar sobre Programas Anteriores.
Aguardem q até o fim da semana terei mais novidades…
Há algum tempo atrás o Sidney Gusman, do UniversoHQ, me ligou para fazer um convite. Pediu sigilo da minha parte, mas ele próprio já revelou no Twitter e no próprio site do UniversoHQ saiu a lista dos novos 5o artistas que participarão da segunda edição do livro comemorativo do Maurício de Souza, o MSP+50. Dentre eles, o “baiano de criação” aqui, ao lado de outros baianos mais autênticos, como Hector Salas, Thiago Hoisel e Luís Augusto. Mas tem tb muitos outros nomes, ótimos profissionais.
Resolvi fazer uma história com o Chico Bento e o Zé Lelé, figuras presentes na minha infância, e trabalhei numa linha que lembra dois outros trabalhos meus – Dois Sóis e A Serpente e a Borboleta – com um traço mais “rústico”, influenciado pela xilogravura tb. Publico alguns estudos que fiz e o que posso adiantar é que fiz uma história com coisas de que gosto muito… Pra matar a curiosidade é só esperar pelo lançamento do livro, previsto para o segundo semestre de 201o, em São Paulo.
Sábado, dia 20 de março – dia do aniversário do meu irmão – vai rolar o lançamento de uma revista colaborativa chamada JAM. O evento vai acontecer em Sampa, na Livraria HQMIX, q fica na Praça Roosevelt, 142, ponto mais q conhecido da galera q curte quadrinhos. A partir das 19h30 os autores estarão lá para bate-papo, autógrafos e uns petiscos. Tem mais dois lançamentos agendados para o mesmo dia: a mini-revista Enquanto isso, do quadrinista Will (q tb colabora na JAM) e o sexto número da Café Espacial.
Mas o que é JAM? Bom, termino o post com o texto da Gazeta de Nova Luz, q fala bem sobre o projeto. Farei de tudo para estar lá. Divulguem, apareçam!
“Tem um cara tocando num bar que é conhecido seu. Ele te chama pra tocar e vocês, no improviso, fazem uma Jam.” JAM é um projeto que nasceu da colaboração entre os artistas:
Edu Mendes, Will, Marlon Tenório, Jozz, Daniel Esteves e Gil Tokio.
A proposta da revista é explorar a linguagem das HQs partindo de tema e formato propostos pelo artista responsável pela edição.
A cada número muda o formato e o tema da revista, como se os artistas fossem uma banda que faz uma jam-session a partir da ideia proposta por um dos músicos.
O tema desta primeira edição é “Reflexos e Reflexões” proposto por Edu Mendes que é também o autor da capa.
Demorou… mas saiu. Pior é q eu até tinha muita coisa pra comentar, mas agora… Acabei falando sobre o projeto num post anterior, publiquei a capa, mas nada se compara à sensação de ver o trabalho pronto.
Vamos ao “release”: Ombros de Gigantes é um livro de 104 páginas, sendo q destas, 80 são de quadrinhos. Conta um pouco da História da Astronomia focando na colaboração dos gregos, de Johanes Kepler, Galileu Galilei e Isaac Newton para a ciência dos astros. Contém ainda um capítulo q fala sobre a Astronomia no Brasil, atividades lúdico-pedagógicas (como a construção de uma luneta de Galileu), além da apresentação formal dos conteúdos (q foram apresentados na forma de quadrinhos) e cronologias ao final do livro.
E o lançamento? Noite de autógrafos? Onde encontro para comprar? Bom, como este foi um trabalho fruto de um edital, esta primeira impressão foi toda voltada para distribuição em escolas do território nacional, ou seja, pelo menos por enquanto não haverá festa de lançamento, noite de autógrafos, nem tampouco o livro será vendido em livrarias… É uma pena, mas agora começa a fase da captação de novos recursos. A verba destinada pelo edital cobriu a produção do livro e sua primeira impressão. Estamos à procura de editoras q se interessem em investir no potencial de um novo segmento de mercado para os quadrinhos: transformar ciência em hq! Os poucos exemplares q ficaram comigo servirão para a tarefa de “vender o peixe” para editoras e tornar o trabalho acessível ao público, com boa distribuição.
O q eu poderia falar sobre esta experiência na minha vida? Uma coisa sobre a qual estive pensando nos quase nove meses mergulhado no trabalho é q todos nós q lemos quadrinhos e decidimos, um dia, trabalharmos com isso, é q no primeiro momento somos aspirantes a quadrinistas, ou seja, estamos motivados, interessados, estimulados a produzir. Entretanto muitos sabem, dos tantos q começam, poucos terminam, finalizam seu trabalhos. Para mim, a primeira coisa q se deve esperar de alguém que queria fazer quadrinhos é começar, desenvolver e, mais importante, terminar uma história. Neste momento não importa se a trama é boa, se é marcante, se é chata, enfadonha, se o traço está bom, se os enquadramentos são interessantes, se vai ser colorida ou pb… Comece, desenvolva e termine o q quer q esteja fazendo! Qdo estes três verbos estiverem presentes na sua vida, aí sim, dá pra passar de aspirante a quadrinista. A partir deste momento o desafio não será começar, desenvolver e terminar uma história, pois isto vc já provou (a si mesmo!) q é capaz. A estrada agora é outra, tão longa, tão árdua, mas ao mesmo tempo maravilhosa…
Gostaria imensamente de poder dividir o fruto de quase nove meses de trabalho silencioso com amigos e colegas de traço, mas por enquanto não será por agora. Havendo qq coisa nova, postarei aqui. No mais, o q dá pra fazer é publicar uma foto e um “vídeo” feito toscamente para mostrar o interior do trabalho.
Em outubro (ou já seria novembro?) do ano passado, um casal de amigos de São Paulo me procurou para um trabalho. Eles iriam submeter um projeto ao CNPq e a ideia era contar a história da Astronomia em quadrinhos.
De cara eu gostei da proposta, pois juntava coisas q gosto muito: astros, hq e grana (claro, pois nem relógio trabalha de graça). No começo até pensei q seria algo como uma cartilha, coisa simples. Mas eles abraçaram a ideia de fazer não uma revista, mas um livro em quadrinhos: maior formato, mais páginas… O projeto foi aprovado em novembro de 2008 e eu fiquei esperando ser “chamado” de fato. De qq forma, o pontapé inicial havia sido dado e não adiantava fugir. Para quem gosta de números, 2008 dá 1 (2+0+0+8=10, 1+0+=1), isto é, começo, início…
E veio 2009. Comecei a trabalhar de fato no livro em fevereiro deste ano. Foram 8 meses administrando tempo e juízo entre as ilustrações para o Globo.com, os cartuns e tirinhas para outro livro (da editora Salesianas) e as 80 páginas de quadrinhos divididas em 5 histórias. Neste período comentei pouco a respeito do projeto. Publicava uma imagem aqui, uma página ali, uma foto das muitas mesas onde trabalhei, mas não me aprofundava no assunto. Isto porque quem fez ou faz quadrinhos sabe do caminho lento e suado para dar forma a uma história graficamente. Meu maior trabalho na área não passara de 10 páginas e eu havia me enrascado numa aventura de 80! Seria fácil desistir? Talvez, mas havia muita coisa boa acontecendo: eu gostava do tema, estava ganhando para isso (e aqui vai a energia q o dinheiro exerce, sim, pois é fundamental), havia a confiança e a liberdade depositadas no meu talento, minha terapia e meditações diárias, ou seja, tive ajuda dos céus e da terra para tocar o trabalho. No começo de outubro o livro entrou na gráfica. Mais números? Somando-se os algarismos de 2009 como feito com 2008 temos o número 2, q significa parceria, união, cooperação. Neste trabalho, o roteiro foi escrito pelo casal q me contratou, eu assinei os desenhos e tive a honra de ter a Lilian Mitsunaga como a letrista do livro. Outras pessoas vieram somar esforços para q o projeto ganhasse corpo. Sou imensamente grato a todos q me ajudaram, direta ou indiretamente.
Próximo ano será 2010, q dá o número 3, o número da comunicação, da expressão. Fiquei muito isolado neste ano e sinto os reflexos deste isolamento. Mesmo colocando toda a energia na concretização de uma ideia, espero q agora a publicação ganhe espaço e chegue mais longe, valendo o esforço e suor aplicados. A tiragem do livro superou os 15.000 exemplares e esta tiragem terá as escolas como público-alvo. Vamos torcer para q haja uma nova tiragem voltada para o grande público, desta vez ligada a uma editora q ache interessante tb falar de ciência na forma de quadrinhos. Um dos grandes objetivos do trabalho é a divulgação da astronomia no país, como parte das atividades do Ano Internacional da Astronomia (2009).
Ainda não vi o resultado final, mas não escondo a ansiedade. E pra não deixar o post passar em branco, aí vai a imagem da capa de Ombros de Gigantes, uma frase associada ao físico e matemático Isaac Newton, um dos retratados no meu primeiro álbum de quadrinhos…
Penúltima página – na verdade é a última, mas vai rolar uma a mais no meio das outras – do projeto de astronomia em quadrinhos q eu estou envolvido desde fevereiro deste ano. Quero fazer um (ou mais) post sobre o trabalho, mas por enquanto o mais importante é acabar a parada, pois o prazo para entrar na gráfica é começo de outubro e eu ainda tou diagramando o livro e vou fazer a capa.
Muita gente deve ter visto o trabalho publicado no Deviantart falando sobre quadrinhos para internet, uma longa discussão q divide o mundo ao meio em favoráveis e contrários à ideia. Achei o resultado bastante interessante e o pessoal do Buzz, o blog de humor da Globo.com, me chamou para fazermos uma experiência recontando uma piada clássica usando os recursos apresentados pelo autor do trabalho. O resultado pode ser conferido no Buzz como tb aqui mesmo.
Bom, pelo site do grande Paulo Ramos vi a lista dos indicados para o troféu HQMIX, um dos prêmios mais importantes dos quadrinhos nacionais – senão o mais importante. A surpresa é meu nome lá, novamente, mas em duas categorias até então novidades para mim: desenhista e roteirista revelação. Tudo graças ao meu trabalho de paródia sobre os 300 de Esparta, os 303 de Esparta (confira a trama aqui). No ano passado fui indicado para publicação de bolso, com A Serpente e a Borboleta, mas não levei.
Em breve eu publico como será o esquema de votação.
Tou passando o feriadão de Tiradentes trabalhando em casa. E quando isso é inevitável, a saída é procurar se divertir de alguma maneira. Resolvi então brincar me filmando durante a arte-final de uma página de quadrinhos. Na vida real, levou quase 2 horas (ou pouco mais que isso), mas no timelapse abaixo a página ficou pronta em modestos 1min e 40seg, para casar com a trilha de Leroy Anderson, q ficou maravilhosa na interpretação impagável de um patrono da comédia, Jerry Lewis. Tem o vídeo dele no YouTube. Vale à pena ver umas 5 ou 6 vezes. E divulgando mais uma vez, usei a canetinha especial sobre a qual já teci meus elogios num post anterior.