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Confronto e conforto

October 7th, 2009

Tenho (ou sofro de, sei lá) insônia. Às vezes esporádica, às vezes mais frequente. Há poucos dias acordei à noite com um pensamento. Na verdade com as palavras do instrutor do workshop em Maresias na minha cabeça: ele comentara sobre zona de conforto e da necessidade de sair dela, experimentar, arriscar, fazer diferente. Ao longo do meu caminho fui “apresentado” a esta lição mais de uma vez. O problema é q confundo conforto com acomodação. Espero q sejam coisas diferentes, pois não gosto de me sentir acomodado, embora tenha uma “vocação” natural para a coisa, e talvez isso aconteça com boa parte dos seres humanos. Então, diante de uma situação confortável, e me sentindo acomodado, acabo “chutando o pau da barraca” e parto para um desafio, muitas vezes com a sensação de destruir tudo o q fiz antes… A angústia do começo, o frio na barriga, o medo de não ser correspondido, de ter “feito besteira”.

Mas desta vez o “ensinamento” veio com um “plus”, algo que eu nunca havia ouvido ou somado à lição anterior. Quando fui despertado pelos pensamentos naquela madrugada, uma ficha caiu, quem sabe um insight, uma revelação. Montalvo acrescentava q a saída da zona de conforto é necessária, mas não significa a total negação, a destruição da mesma. A gente sai e retorna a ela com mais informação, mais conhecimento, mais aprendizado. Percebi, pela primeira vez, que ter uma zona de conforto não é pecado, não é assinar um atestado de acomodação. Errado  – se é q posso definir algo como certo ou errado – é não se permitir fazer algo diferente, até para valorizar o q se tem.

Pode parecer uma lição óbvia, primária até, mas para mim talvez seja o começo de um novo pensamento…

Mais um pouco de Up

September 29th, 2009

Acabei de o blog do Hiro, quase uma visita diária a uma padaria, pois é a garantia de uma coisa boa sempre, e ele comentava sobre as passagens mais emocionantes do novo longa de animação da Pixar, e sou obrigado a concordar q chorei muito na cena do bilhete, em q o velho Carl lê a curta e madura mensagem da ex-mulher: “Obrigado pela aventura. Parta para a próxima.” Pra mim, é uma lição de desapego. Já não é de hoje q consumo alguns trabalhos com olhos fora da técnica, ou seja, por mais q eu trabalhe e goste de quadrinhos e animação, por exemplo, quase não ligo para o olhar profissional e me encantam mais as lições e ensinamentos presentes nas parábolas. Carregar uma casa nas costas por tanto tempo foi a metáfora para uma coisa muito real na vida humana: apegamo-nos a tudo e temos dificuldades em lidar com  a perda, mesmo q ela seja natural e não violenta. Por mais q a felicidade nos preencha de graça e alegria, quando não mais temos aqueles momentos ou situações agradáveis, não significa q fizemos algo de errado ou ingratidão. Simplesmente pode ter sido apenas o tempo certo para curtir alguma coisa…

Falar é fácil, fazer é q são elas…